
Não é segredo que o médico infectologista tem papel fundamental no monitoramento de doenças epidemiológicas, atuando intensamente na pesquisa de tratamentos, métodos diagnósticos e prevenção de doenças. Esse especialista é essencial para hospitais, laboratórios e clínicas. Inclusive, como demonstrado na pandemia de SARS-COV-2, o infectologista pode atuar como porta-voz para orientar a população.
Além disso, o infectologista é também primordial para orientar as equipes multidisciplinares antes de decidirem pela imunossupressão de um paciente. O objetivo é reduzir a morbidade dos quadros infecciosos evitáveis e consequentemente a mortalidade. Mas, por quê? Continue a leitura.
Imunossuprimidos
Pacientes imunossuprimidos estão mais suscetíveis a processos infecciosos e há especificidade nos quadros infecciosos esperados a depender da imunossupressão realizada. Conhecer essa especificidade e propor medidas preventivas é uma atribuição de infectologistas especialistas, como os profissionais da equipe da InfectoMais.
Existem quatro aspectos essenciais que destacam a importância da atuação do infectologista nas equipes hospitalares que cuidam de pacientes imunossuprimidos:
1. A participação do infectologista na avaliação do paciente antes de iniciar a imunossupressão reduz a taxa de mortalidade, por meio de medidas preventivas, como imunização e/ou medicações profiláticas, muitas vezes, devem ser realizadas antes mesmo do início da imunossupressão. Por exemplo, quando o infectologista orienta o tratamento profilático, um paciente submetido a imunossupressão portador do vírus da Hepatite B tem a chance de reativação da doença de zero. Sem a intervenção adequada, esta chance chega a 30% em alguns cenários de imunossupressão.
2. A atuação do infectologista na abordagem de intercorrências infecciosas propõe medidas específicas que devem ser adotadas nos pacientes imunossuprimidos e que fazem diferença para a obtenção do melhor desfecho.
3. Minimiza o risco de outras intercorrências infecciosas que podem interromper o tratamento da doença de base.
4. É possível ainda que o infectologista programe o melhor momento de realizar a vacinação também após a imunossupressão do paciente naqueles em que isso não foi possível antes.
Histórico do paciente
Antes de o médico imunossuprimir o paciente, o infectologista avalia o seu histórico e propõe medidas para evitar problemas recidivos. Além disso, ele programa imunizações com vacinas em intervalos precisos para antes, durante e depois do tratamento com imunossupressores. Esta programação de vacinação, inclusive, alcança os familiares para oferecer máxima efetividade no tratamento do paciente.
Ou seja, o infectologista trabalha para que o imunossuprimido também não reative infecções latentes presentes antes do tratamento, que podem ser fatais em virtude da imunossupressão. A prevenção é possível e desejável, já que o tratamento e a cura nem sempre são certos. O infectologista atua para evitar infecções e, assim, evitar complicações infecciosas que possam comprometer o tratamento da doença de base com imunossupressor. É imprescindível consultá-lo.
A consultoria dos médicos da InfectoMais pode contribuir de maneira eficaz com o tratamento de imunossuprimidos em parceria com médicos de diferentes especialidades médicas. Marque uma reunião e saiba como podemos ajudar.