
Infectologistas nem sempre fazem parte das equipes médicas de hospitais. Especialmente quando se trata de hospitais menores ou longe dos centros urbanos. Afinal, a infectologia corresponde a menos de 1% do total de registros de especialistas no Brasil, segundo o estudo Demografia Médica no Brasil (FMUSP/2023).
Esta é uma das razões pelas quais nem sempre se aborda um tema fundamental: o quanto a presença do especialista em infectologia pode contribuir para a redução de custo dos hospitais e, ao mesmo tempo, melhorar a qualidade de vida e o atendimento aos pacientes. Infectologistas estão aptos a atuar tanto de maneira preventiva quanto a oferecer soluções mais assertivas e eficazes para tratamentos de doenças infecciosas, inclusive de pacientes imunossuprimidos – por muitos, considerados complexos.
Investir em medidas preventivas e na colaboração de médicos especialistas é a melhor das saídas. Isso porque diagnósticos errados ou tardios custam mais caro do que um tratamento assertivo. Afinal, estes erros podem aumentar o tempo de internação, elevar custos por terapêuticas equivocadas ou efeitos colaterais das medicações, como também, custo pelo uso de mais antibióticos, dentre outros.
De acordo com um estudo divulgado pela Infectious Diseases Society of America, da Universidade de Oxford, entre pacientes com seguro privado de saúde com menos de 65 anos, tratados em hospital, a intervenção precoce com médico infectologista foi associada a uma menor taxa de mortalidade e menor tempo de internação. Pacientes que receberam intervenção precoce de especialistas durante o período de hospitalização tiveram menor probabilidade de serem readmitidos após a alta e tiveram menores gastos totais com saúde.
Chama a atenção também o fato de que menos de 2% dos indivíduos na coorte deste estudo morreram durante a hospitalização inicial quando houve a presença de um infectologista na instituição. Este estudo reflete que a expertise de um infectologista ainda ajuda a reduzir a taxa de mortalidade.
A consulta do paciente com um especialista em infectologia é benéfica tanto para evitar enfermidades durante o período de internação quanto depois dela, já que o planejamento da imunização para pacientes imunossuprimidos, por exemplo, é tarefa destes especialistas.
Infectologia em serviços hospitalares
Além de tratar, os hospitais devem focar em manter o paciente saudável. Para isso, devem oferecer tratamentos efetivos, de modo a desospitalizar o indivíduo com 100% de sucesso. Neste sentido, a instituição de saúde deve se atentar para não oferecer tratamentos supérfluos. Por sua vez, o infectologista cuida para que tratamentos anti-infecciosos sejam fornecidos de maneira útil e não fútil.
Isso significa que ele norteará o hospital e demais médicos sobre a melhor estratégia diagnóstica e terapêutica de quadros infecciosos para cada paciente. O objetivo do infectologista é promover a saúde dos pacientes. Ele ainda pode contribuir com a gestão de custos hospitalares evitando operações caras e de baixa efetividade quanto ao melhor desfecho clínico do paciente.
O médico infectologista reduz os custos hospitalares porque participa ativamente na prevenção das doenças infecciosas, dentro do respectivo ambiente. Juntamente com as equipes multidisciplinares, estes especialistas oferecem infinitas oportunidades de melhorias. Entre elas:
- Cuidados assistenciais;
- Bundles (pacotes de boas práticas) em unidades de tratamento;
- Antibioticoprofilaxia em situações especiais para a prevenção das infecções;
- Trabalho em conjunto com farmacêutico clínico e enfermagem assistencial.
O infectologista é indispensável também no pré-hospitalar, com o estímulo ao uso de vacinas e orientações para a prevenção de diversas doenças, como as hepatites virais, cujo tratamento tem custo elevado e consequências dispendiosas.
Mais uma vez, quando o hospital não realiza um tratamento antimicrobiano adequado, com o auxílio e cuidado de um infectologista, aumenta-se o tempo de internação, interações medicamentosas e os riscos de eventos adversos graves, gerando novos custos. Como o hospital é uma instituição com altos custos envolvidos e que, paralelamente a isso, oferece riscos de infecções hospitalares, a melhor alternativa após o atendimento ao paciente é proporcionar a possibilidade do tratamento em casa. Essa medida é válida quando o objetivo é a busca incessante pela saúde plena da pessoa e quando o caso permite. Para isso, o infectologista ainda pode sugerir o OPAT (no português, Terapia Antimicrobiana Parenteral Ambulatorial), evitando a hospitalização prolongada. Mais uma vez, a redução de custos entra em cena, pela efetividade da atuação do médico em questão.
Para finalizar, o infectologista contribui com a redução dos custos pelos seguintes aspectos:
- A busca incessante de resultados positivos e prevenções;
- Efetividade;
- Dados confiáveis;
- Multidisciplinaridade;
- Redução de tratamentos fúteis;
- Diagnósticos precisos;
- Desempenho baseado em resultados.
Mas, se uma instituição não pode manter um infectologista em sua equipe, seja por razões econômicas ou por falta de recursos humanos, a InfectoMais pode oferecer suporte. A InfectoMais é especialista em consultorias para hospitais, clínicas e laboratórios. O objetivo é suprir a demanda dessa especialidade e contribuir para um melhor desempenho hospitalar tanto na efetividade dos tratamentos quanto na redução dos custos.